Legião de Maria

Curia Juvenil Mãe da Divina graça

 

Artigos legionários

(última atualização: 01 de maio de 2008)

 

Este espaço é reservado para a exposição de artigos que tratem de assuntos relacionados com a Legião de Maria. Se você é legionário e gostaria de participar mandando algum artigo, mande-o para o seguinte e-mail clebersch@yahoo.com.br.

Após uma prévia análise, colocaremos o seu texto neste espaço assim que possível. Participe!

 

Abaixo você já poderá encontrar alguns artigos escritos em nossa Curia. Aproveite e aumente os seus conhecimentos legionários!

 

Maria é mãe de Deus

- Autor: Fr. J. de Metz, O.P. (01/05/08)

O legionário leva toda a sua vida em união com Maria

- Autor: Fr. J. de Metz, O.P. (09/03/08)

Frank Duff, singular escritor legionário

- Autor: Luiz Antônio de F. Zeymer (15/05/06)

A Legião e os seus livros

- Autor: Luiz Antônio de F. Zeymer (15/05/06)

Afinal, que história é esta das células-tronco embrionárias?

- Autor: Cleber Schumann (05/04/05)

O Valor do Compromisso Legionário

- Autor: José Adilson Bezerra Torquato (01/10/04)

83 anos de Legião - Parabéns legionários

- Autor: Cleber Schumann (01/09/04)

O Trabalho Semanal deve ser designado pelo Praesidium

- Autor: Cleber Schumann (05/12/01)

O Valor da Catena Legionis

- Autor: Cleber Schumann (05/04/01)

 

Maria é mãe de Deus

 

Dia: 01 de maio de 2008

 

Autor:   Fr. J. de Metz, O.P, retirado .do livro "Alocuções Legionárias", p. 38

 

 

Toda vez que rezamos a Nossa Senhora, repetimos: "Santa Maria, Mãe de Deus... Santa Maria, Mãe de Deus...". Ao final de cada reunião, recitamos: "Acorremos à vossa proteção, santa Mãe de Deus...". Isto nos parece de todo natural. Contudo, já pensamos nesta situação incompreensível? Uma simples criatura, uma mulher, tornou-se Mãe do Deus Todo-Poderoso que criou o mundo e o qual nem o céu nem a terra podem conter!

 

Para que seu Filho fosse verdadeiramente homem, quis Deus que tivesse mãe. Escolheu-a entre todas. Encheu-a de graças. É a Imaculada. Para salvar os homens, o Filho de Deus nasceu da Virgem Maria.

 

Jesus, a quem Maria concebeu por obra do Espírito Santo, que o deu ao mundo na gruta de Belém, a quem alimentou e educou e a quem obedeceu, este Jesus tão fraco e tão pobre, este Jesus é o Filho de Deus. Ele é Deus, Maria é, pois, verdadeiramente MÃE DE DEUS. Está, portanto, acima de todos os homens e mesmo de todos os Anjos. O Altíssimo a associou a seu plano de salvação. Maria tornou-se verdadeira Mãe de Cristo e mãe também de todos em que Cristo virá a viver.

 

Não se pode separar a mãe do filho. Por isso, Jesus quis mostrar-se e agir sempre com Maria. Na visitação, Ele santifica a João Batista desde o ventre de Maria. Quando os pastores e magos vão adorar a Jesus, encontram-no "com Maria, sua Mãe". Durante trinta anos, em Nazaré, dela não se afasta. A pedido seu, opera Ele o primeiro milagre em Caná. Finalmente, ao morrer na cruz, Maria também está presente para oferecer com Ele o sacrifício redentor.

 

Atualmente, no céu, Maria é sempre Mãe de Deus. Jesus é tão filho de Maria, como o era na terra. Conserva a perfeita deferência que sempre teve para com sua Mãe. Não resiste aos pedidos dela, quando intercede por nós. Mas estas súplicas de Maria estão sempre de acordo com a santa vontade de Deus, são para nosso verdadeiro bem, isto é, para nossa santificação e salvação.

 

                       Porque operou em mim

                       grandes coisas...

                       desde agora me chamarão bem-aventurada

                       todas as gerações

                               (Lc 1, 48-49)

 

 


 

O legionário leva toda a sua vida em união com Maria

 

Dia: 09 de março de 2008

 

Autor:   Fr. J. de Metz, O.P, retirado .do livro "Alocuções Legionárias", p. 51.

 

 

Cada legionário viverá sua devoção a Maria, tanto através de séria meditação que fará sobre ela, como por seu contínuo cuidado de fazê-la entrar em sua vida. Tal é a instrução solene que recebe da Legião. Deve tê-la por um dos deveres essenciais, quiçá o mais importante de todos.

 

A criança, ainda no ventre da mãe, vive inteiramente dela, mas não o sabe. Vive também o legionário de contínuo no seio de Maria, mas deve fazê-lo voluntariamente. E como?

 

Deus mesmo criou essa dependência total do cristão com respeito a Maria. Porém, caso colaborarmos de todo o coração, tal dependência será muito mais benéfica. Só através desta união e colaboração íntima aparecerão em nós as maravilhas de santidade prometidas.

 

Começará o legionário por consagrar-se com fervor a Nossa Senhora. Renovará com freqüência a consagração com as palavras: "Sou todo vosso, ó rainha e mãe minha, e tudo que tenho vos pertence" ou por outra fórmula semelhante.

 

Depois, em suas orações, na missa, sobretudo rezando o terço, a alma do legionário deve procurar estar perto de Maria, reviver com ela os mistério da redenção, pois os viveu já como salvador.

 

Que todos os trabalhos quotidianos do legionário se realizem em Maria. Que em tudo tenha Nossa Senhora no espírito. Que a veja atuar, que a imite, que lhe peça a graça de fazer as suas ações com o mesmo coração que ela. Então Maria não estará apenas junto a seu legionário; estará, por assim dizer, nele. Por intermédio dele, ela rezará e trabalhará.

 

Destarte, a alma do legionário se encherá de tal forma da imagem e do pensamento de Maria, que será uma com a alma de Mara.

 

Que minha alma se identifique com o amor de Maria!

 


 

Frank Duff, singular escritor legionário

 

Dia: 15 de maio de 2006

 

Autor:   Luiz Antônio de F. Zeymer - Auxiliar de Praesidium em Brasília

 

 

Em sua humildade, Frank Duff não se considerava fundador da Legião de Maria. De fato, tudo foi obra da graça. Sempre o convite do Céu e a correspondência do homem. Nossa Senhora, naquela altura da História, chamou Frank Duff para líder da associação que veio constituir-se a Legião de Maria.

 

A Igreja, na teologia, reconhece que os Fundadores são chamados e, muitas vezes, dotados e preparados adequadamente para a obra que a Providência lhes confia.

 

PRECIOSOS ESCRITOS - Frank Duff é, não só líder, mas também, o mestre que escreveu dedicadamente a fim de fundamentar e orientar a Legião. Convém notar que tanto a Venerável Edel Quinn quanto o servo de Deus Afonso Lambe não escreveram. A missão de ambos foi de enviados, extensionistas. A graça não os chamou para escrever sobre a Legião, mas expandi-la.

 

Serve a constatação para valorizar os textos do Fundador; frutos da graça e, por sua vez, graça para nossa vida legionária. Haveremos de buscar, utilizar e viver tanto o Manual quanto os demais escritos do mesmo Autor. Estão em categoria singular, insubstituível. Fundador enquanto líder, enquanto exemplo e enquanto mestre através dos escritos. Quem, melhor do que ele escreverá sobre a Legião de Maria? Na lógica da fé e da graça: escritos essenciais, indispensáveis, providenciais na evolução da Legião de Maria.

 

RICA CORRESPONDÊNCIA - Frank Duff viveu sua vocação escrevendo muito. Grande parte do dia dedicava à oração, a atender legionários, ao apostolado e... a escrever. Escreveu sobretudo "cartas a muitos Legionários, individualmente, da Irlanda ou de outros países. Havia ainda cartas relacionadas com inúmeros casos particulares, que ele procurava ajudar desta ou daquela forma. Havia cartas aos Conselhos dispersos pelo globo. Só à Legião da Austrália, entre 1932 e 1956, escreveu mais de quatrocentas cartas, algumas delas com cinco ou seis páginas, à máquina, com linhas apertadas. A produção total das cartas durante sua vida é absolutamente incalculável. Nota. Neste momento [1984] e já contadas, somam 40.000" (in Rober Bradshaw, Frank Duff - Fundador da Legião de Maria, página 189).

 

Testemunho do Padre W. Adão McGrath, no prefácio do livro acima. "... na China, me encontrei a lançar a Legião em todo este país, antes da tomada violenta do poder pelos comunistas [em 1950]. Frank foi, a todo o momento, o meu correspondente e conselheiro. As suas cartas seguiram-me em todas as subseqüentes viagens a serviço da Legião, pela Inglaterra, Estados Unidos da América, Canadá e regiões do Extremo Oriente, como Japão, a Coréia, Taiwan, Hong-Kong, Malásia e ilhas Filipinas - encorajando-me sempre, estimulando-me, seguindo-me com simpatia - a aconselhando-me com uma sabedoria que não é deste mundo."

 

Em outro livro: "Consta que teria escrito mais de cem mil cartas, a maior parte extensas." (In Hilde Firtel. Um pioneiro do apostolado laical, página 71).

 

Adiante: "Constituiria uma tarefa difícil repassar e avaliar as milhares de cartas que Frank Duff escreveu aos seus Enviados - e à pena, pois encerram jóias de sabedoria e de experiência que trariam conforto e energia a muitos e não só aos legionários de Maria." (idem, pág. 81)

 

Um detalhe: "... o caráter pessoal de Frank se depreende melhor e mais profundamente pelas suas cartas do que por qualquer descrição." (p.175)

 

Certamente as cartas não podem ser ainda publicadas. Trazem problemas delicados de fundação, extensão e de pessoas hostis à Legião. São confidenciais. Mas extratos, tópicos, orientações e lições delas extraídas poderiam e deveriam vir às mãos dos legionários. Fica aqui o pedido.

 

HOMEM DE INÚMEROS DOTES - A seguir, dotes de Frank Duff, segundo o Pe. Delfin Castanõn, no importante livro A alma da Legião de Maria, transcrito no site www.legiondemaria.org.

 

"Depois da Missa diária, dedicava um tempo à correspondência e a escrever artigos e livros. Tinha um conhecimento profundo de todos os acontecimentos da Igreja. Sua atenção estava no pensamento da evangelização."

 

"Quanto à formação intelectual, pode-se dizer que, mesmo carecendo de especialização teológica, era capaz de falar e escrever com um peculiar discernimento espiritual sobre as doutrinas da Igreja e sua aplicação a qualquer detalhe da vida, especialmente o apostolado. Sua fé enriqueceu-se com o dom de entendimento do Espírito Santo."

 

"Sacerdotes doutores em teologia disseram, depois de uma conversa com ele, que seus conhecimentos teológicos eram superiores aos de muitos professores. Dificilmente poder-se-á mencionar tema algum do qual ele não houvesse falado com conhecimento de causa alguma vez. Sua memória era prodigiosa."

 

IMPORTÂNCIA DA DIVULGAÇÃO DE TODA SUA OBRA - O primeiro escrito de Frank Duff, um livreto publicado em 1916, quando tinha 26 anos, revelou-se programa já no título: Podemos ser santos? Sem dúvida, sua obra máxima é o Manual Oficial da Legião de Maria. Livro de 40 páginas, na primeira edição, em 1928; sucessivamente aumentado e, hoje, praticamente concluído, com 374 páginas.

 

Maria Legionis, a revista oficial da Legião, que sai em Dublin a cada três meses, trazia sempre artigos de Frank Duff, desde 1937. Artigos que foram coletados e publicados sob forma de livro.

 

Eis uma lista deles: Batismo de Fogo. O Espírito da Legião de Maria, Maria triunfará, The Woman of Genesis (A mulher do Gênesis), Virgo praedicanda (Virgem louvável), Walking with Mary (Caminhando com Maria), Victory through Mary (A vitória virá por Maria). E os livretos Os Patrícios, A Verdadeira devoção à Nação, Caminho Monfortano da Verdadeira Devoção a Maria, Edel Quinn.

 

Evidente que devem chegar às mãos dos legionários, nas várias línguas. e, para nós, em português. Tarefa para os Conselhos, que dariam seqüência à graça que levou Frank Duff a escrever. Assim, receberiam os legionários a herança inteira que nos legou. Em especial, seu pensamento, seu ensinamento. E seus escritos, com certeza, hão de chegar às sucessivas gerações de legionários e servir à canonização do Autor. Pois, junto a orações e distribuição de folhetos, é costume, na Igreja, a edição dos escritos, das biografias e o uso de relíquias dos candidatos a "santos".

 

Cabe aqui uma interrogação: "Será que Nossa Senhora permitirá o avanço da canonização, sendo que os escritos de Frank Duff não estão disponíveis para a maioria absoluta dos legionários?" O Céu só concede as graças quando nós, homens, fazemos a nossa parte. Nunca nos dá sem que contribuamos o quanto podemos.

 

Ganharíamos muito considerando a séria, cálida e forte linguagem do Manual como orientação de Frank Duff em pessoa. Foi hábil, fiel e valente servo da Virgem Maria. Viveu e ensinou que o segredo do perfeito serviço legionário consiste na união total com Maria Santíssima. A tanto, ajude-nos Nossa Senhora, a Rainha da Legião.

 

(Este artigo foi publicado no Jornal "Vexillum" da Regia N. S. da Conceição, de Santa Maria-RS, em julho de 2005)

 

O autor destas linhas deseja corresponder-se com legionários interessados em divulgação de livros legionários e a atuação da Legião na internet. (e-mail: luizzeymer@ig.com.br)

 


A Legião e os seus livros

Dia: 15 de maio de 2006

 

Autor:   Luiz Antônio de F. Zeymer - Auxiliar de Praesidium em Brasília

O Manual, nossa grande norma, sempre à mão, fazendo jus ao nome, é um magnífico livro, denso e completo. Foi concebido para ser suficiente à perfeita vida legionária. De fato, assim tem sido. Ao redor do mundo legionários desenvolvem vida, espiritualidade e apostolado fundados no Manual. Fator de unidade, formação e impulso, suas lições são acertadas e eficazes. Como, então, referir-se a outros livros?

 

Ora, o próprio Manual os indica. Quais são eles e de que forma entram no sistema legionário?

 

A Legião originou-se da leitura e decisão de pôr em prática um livro de São Luís Maria de Montfort. Por essa razão o invocamos como padroeiro e o importante capítulo dos deveres dos legionários para com Maria nos leva a consagração total.

 

Logo no início do Manual fica determinado que os "os legionários devem praticar a verdadeira devoção à Santíssima Virgem segundo São Luís Maria de Montfort"

 

Assim é que, na página 340, se diz que "para compreender e praticar corretamente esta devoção, é essencial ler, não uma só vez, mas com freqüência, o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem e o livreto Segredo de Maria."

 

Na verdade, a vida legionária deve transcorrer segundo a frase realçada em negrito: "Cada legionário terá para com Maria uma profunda devoção incessantemente renovada por sérias meditações e zelosas práticas. Deve considerar esta devoção como um dos deveres legionários essenciais, e, de todos, o mais importante." (página 25)

 

"Sérias meditações" que podem ser feitas sobre os livros citados. Desse modo a Legião continua a tradição de sua própria origem: leitura do Tratado e a ação de pô-lo em prática.

 

Adiante, na página 80, outro livro. "Existe um comentário do Compromisso Legionário - A Teologia do Apostolado... Obra de incalculável valor que devia andar nas mãos de todos os legionários." Esgotada há décadas, no ano 2000, a Regia de Brasília providenciou a 3ª edição. Está, pois, disponível o livro recomendado com tanta ênfase.

 

nos "Principais deveres dos legionários", lá onde antigamente constava Retiro fechado anual, agora, muito ampliado, há o item: "A vida interior dos legionários". Mais de três páginas propõem a vida espiritual segundo a grande tradição da Igreja. Uma iniciação, um verdadeiro diretório, um roteiro para o caminho espiritual.

 

Pois bem, na página 202, indica-se leitura espiritual e livros: "Devemos preferir a leitura do Novo testamento, com um comentário católico conveniente e os clássicos católicos, escolhidos de acordo com as nossas necessidades e capacidades."

 

Que "clássicos católicos" são esses? São livros de espiritualidade de valor permanente, consagrados por santos e que alimentaram gerações. Não haja dúvida, o Espírito Santo realmente dirige a Igreja, até mesmo por livros.

 

Eis uma pequena lista de clássicos. Em primeiro lugar indiscutível a Imitação de Cristo. A seguir a Introdução à vida devota (ou Filotéia) escrito por São Francisco de Sales para os leigos. A prática do amor a Jesus Cristo e Glórias de Maria Santíssima, ambos de Santo Afonso Maria de Ligório. A alma de todo apostolado de Dom Chautard (edição em Portugal, Livraria Civilização Editora, Porto, 2001). História de uma alma, de Santa Teresa de Lisieux, a santa predileta de Edel Quinn, com cinco citações no Manual. Na lista dos clássicos figuram com destaque o Tratado e o Segredo.

 

E também "As vidas dos santos bem escritas constituem uma boa introdução à vida espiritual. Fornecem orientações que nos atraem para o bem e o heroísmo. Os santos são a concretização visível das doutrinas e exercícios de santidade. Se conhecermos suas vidas, imitarem em breve as suas virtudes." (página 202)

 

O Apêndice 20 traz parágrafos da Constituição Lumen Gentium, documento do Vaticano II. Diz o Manual que "Esta Constituição deverá ler-se por inteiro." Seguem-se várias justificativas. Interessa citar aqui o Fundador em entrevista dada meses antes do falecimento. "O importante da Legião, diria eu, é que ela demonstrou que qualquer leigo, mesmo os mais simples, é capaz de ser apóstolo. Antes, nunca ninguém sonhara com isto. Eu ousaria mesmo dizer que o Vaticano II representa um ato de fé na Legião. Legislaram ali sobre a mobilização do Povo de Deus. Pois bem, sem a Legião, é um projeto inútil. Não se mobiliza o Povo de Deus para o apostolado, levando um grupo de pessoas seletas a escreverem grandes tratados sobre qualquer coisa. Isso não mobilizar o Povo de Deus. Há que captar as pessoas simples, mesmo as incultas. Este é o grande êxito da Legião de Maria - a mobilização daquelas pessoas do mundo que eram consideradas incapazes para o apostolado. Elas aí estão nas nossas fileiras..."

 

Na Legião não há risco de supervalorizar livros e publicações. O trabalho semanal efetivo nos livra de muitas ilusões e o sistema possibilita real formação, onde livros de valor podem ter leitura proveitosa. como diz o Fundador, em nossas fileiras, mesmos os incultos tornam-se capazes de apostolado. E também capazes de uso dos livros essenciais.

 

Há detalhes, sobre os livros, que merecem volta às citações. Do Tratado e do Segredo, diz "... é essencial ler...com freqüência". O Teologia do Apostolado "...devia andar nas mãos de todos os legionários". Para leitura espiritual "devemos preferir a leitura do Novo Testamento, com um comentário católico conveniente e os clássicos católicos, escolhidos de acordo com nossas necessidades e capacidades." "As Vidas dos Santos bem escritas constituem uma boa introdução à vida espiritual".

 

Convém acrescentar que "todo membro tem o dever estrito de estudar a fundo o Manual... um estudo exaustivo..." (página 196). Determinação aparentemente dura, mas suavizada e viabilizada: "A primeira característica do estudo consiste... em realizá-lo mais como um ato de devoção do que como mero exercício intelectual." (página 347). Orientação que vale para todos os livros e favorece a santificação pessoa, nosso fim e meio de apostolado.

 

Até aqui o Manual. Existirão outros livros recomendáveis aos legionários? Sim, sem a menor dúvida os livros escritos pelo Fundador. Poucos foram editados no Brasil. Necessários tanto para ampliar a formação dos legionários, como para a canonização, e também as biografias dos nossos heróis, Edel Quinn, Afonso Lambe e do próprio Frank Duff.

 

Uma coleção! Uma biblioteca! Nossos legionários são na maioria muito simples, de poucas letras e poucos recursos, como solucionar? Primeiro, que aprende-se nadar, nadando. Aprende-se a ler, lendo. Segundo, que somos uma associação. Façamos valer essa condição. Que circulem livros de mão em mão. Edel Quinn e amigas liam, emprestavam e recomendavam-se mutuamente bons livros. Frank Duff foi levado a ler e reler o Tratado até que o entendeu e, aceitando-o, fez a propaganda que originou a Legião. De Afonso Lambe era conhecido seu interesse em livros sobre Nossa Senhora. Heróis muito piedosos, muito apostólicos, dados à leitura espiritual e divulgadores dos livros de valor consagrado. Façamos o mesmo. Há campo para o apostolado interno.

 

O autor destas linhas deseja corresponder-se com legionários interessados em divulgação de livros legionários e a atuação da Legião na internet. (e-mail: luizzeymer@ig.com.br)

 

Afinal, que história é esta das células-tronco embrionárias?

Dia: 05 de abril de 2005

 

Autor:   Cleber Schumann  - Ex-presidente da Curia Juvenil Mãe da Divina Graça e presidente do Praesidium Mãe Amável

Salve Maria, irmãos legionários!

 

Há pouco tempo fomos testemunhas de um triste episódio na sociedade brasileira: a aprovação das pesquisas com células-tronco embrionárias pelo Congresso Nacional, a chamada Lei de Biossegurança, e a sua conseqüente sanção pelo nosso sempre despreparado Presidente da República, o senhor Luis Inácio Lula da Silva.

 

Mas, afinal, qual é na verdade o problema na aprovação desta lei, que tanto indignou a Igreja de Cristo, ou seja, a Igreja Católica?

 

Para responder esta questão é preciso saber o que venha a ser as células-tronco embrionárias.

 

Bem, sinteticamente falando, a célula-tronco é um tipo de célula que pode se diferenciar e constituir diferentes tecidos no organismo. Esta é uma capacidade especial, porque as demais células geralmente só podem fazer parte de um tecido específico (por exemplo: células da pele só podem constituir a pele).

 

Outra capacidade especial das células-tronco é a auto-replicação, ou seja, elas podem gerar cópias idênticas de si mesmas.

 

Por causa destas duas capacidades, as células-tronco são objeto de intensas pesquisas hoje, pois poderiam no futuro funcionar como células substitutas em tecidos lesionados ou doentes, como nos casos de Alzheimer, Parkinson e doenças neuromusculares em geral, ou ainda no lugar de células que o organismo deixa de produzir por alguma deficiência, como no caso de diabetes.

 

Células-tronco embrionárias são aquelas encontradas em embriões. Essas células têm a capacidade de se transformar em praticamente qualquer célula do corpo. É essa capacidade que permite que um embrião se transforme em um corpo totalmente formado. Cerca de cinco dias após a fertilização, o embrião humano se torna um blastocisto - uma esfera com aproximadamente 100 células. As encontradas em sua camada externa vão formar a placenta e outros órgãos necessários ao desenvolvimento fetal do útero. Já as existentes em seu interior formam quase todos os tecidos do corpo. Estas são as células-tronco de embriões usadas nas pesquisas.

 

Além de nos embriões, as células-tronco existem em:

 

a) vários tecidos humanos (sangue, medula e outros tecidos) mas em quantidade muito pequena;

 

b) no cordão umbilical e na placenta (em quantidades bem maiores);

 

Bem, explicada rapidamente o que vêm a ser as células-tronco, vamos então entender por que a Igreja é contra estas pesquisas.

 

Primeiramente, é preciso salientar que a Igreja não é, como dizem alguns, uma instituição cujo único interesse é retardar o avanço da ciência. Pelo contrário. No caso em tela a Igreja aprova e incentiva as pesquisas com todas as células-tronco, exceto as embrionárias. A Igreja quer que a ciência avance para ser capaz de curar diversas doenças que hoje assolam a humanidade, mas não a qualquer custo.

 

E é neste ponto que a Igreja coloca o seu limite. A Igreja não é, repito, contra a ciência, mas sim a favor da vida.

 

A vida é um dom de Deus que a Ele pertence. Nós a temos como que por empréstimo. Deus é o criador. Nós as criaturas. Não podemos nos esquecer disto e nem encarar a vida como se fosse algum objeto, e muito menos como algo descartável. A vida é uma preciosidade, uma maravilha de Deus que homem algum é capaz de reproduzir. Assim, deve ser sempre valorizada e protegida.

 

A Igreja, sabiamente, ensina que a vida humana começa com a concepção. No momento da união do gameta masculino com o feminino é que a vida humana surge. E diz isto com o apoio de muitos cientistas, pois com a união dos dois gametas já se reúne todo o material genético que vai dar origem ao corpo daquela pessoa.

 

Na concepção, então, dá-se início a um novo homem, com uma alma depositada por Deus. Assim, matar um embrião é matar uma vida humana, uma pessoa que, como diz São Tomás de Aquino, já existe em potência.

 

Desta forma, concordar com uma lei que autoriza a pesquisa com células-tronco embrionárias é permitir que milhares ou milhões de pessoas sejam assassinadas sem nem terem a chance de nascer, o que constitui um verdadeiro crime contra a humanidade.

 

É claro que a busca da cura de doenças é louvável, mas não a qualquer custo! Qual o sentido em  salvar uma vida, se para isto tem que se matar milhares delas? Não faz sentido algum! A vida do embrião ou a vida de um paraplégico tem o mesmo peso, pelo menos perante Deus.

 

Muitos, infelizmente, encaram a vida como algo descartável, o que é um grave pecado. Muitos acham o aborto aceitável, por ser um incômodo na vida da mulher. Outros acham aceitável perder centenas de soldados em uma guerra para conquistar um poço de petróleo. E muitos acham louvável matar milhões de vidas humanas para ajudar outras a terem uma vida melhor, o que é o caso em tela.

 

Coitados daqueles que pensam assim. Não é assim que Deus quer! Pois o nosso Deus é um Deus de amor, de misericórdia, capaz de deixar de lado 99 ovelhas para correr atrás de uma perdida. Deus não vê a multidão, mas sim cada pessoa na sua individualidade. Deus ama cada vida humana, pois é obra de suas mãos e do Seu amor. E se somos cristãos, devemos amá-la também, pois é preceito divino que devemos amar o próximo como a nós mesmos.

 

Assim, caros irmãos, esperando ter esclarecido um pouco sobre esta história das células-tronco, vamos dar palmas para a Igreja Católica, por ter coragem e sabedoria divina para acusar como profeta os desvios cometidos pela nossa sociedade contemporânea. E que nós, católicos, possamos também acusar e nos indignarmos com tamanho desprezo pela vida humana.

 

Um grande abraço de Paz a todos !!!

 


O Valor do Compromisso Legionário

(adaptado por Cleber Schumann)

Dia: 01 de outubro de 2004

 

Autor:   José Adilson Bezerra Torquato  - Auxiliar do Praesidium Rainha dos Apóstolos e ex-presidente de Praesidium

Alguns legionários fazem os comentários sobre o Compromisso Legionário e isto é louvável a partir do momento em que se faz uma leitura desta que antigamente era chamada de Promessa Legionária. A verdade é que coube muito bem o termo compromisso (Do lat. compromissu) que é tratado neste conteúdo como um acordo, um vínculo, uma aceitação a uma missão. Ele tem todo um rito solene porque traz uma ordem de fidelidade e de respeito às orientações tão iluminadas e tratadas com fé e amor em nosso Manual.  Nota-se claramente que a maioria dos textos são tratados acerca de Maria, a Rainha de todos nós, por ser a Escolhida por Deus, e toda a mensagem é voltada  à formação do soldado de Jesus e de Maria.

 

Após um profundo estudo acerca do tema, e depois de uma boa convivência com o trabalho de apostolado, o aspirante passa de expectador a um convidado a ser legionário de Maria. É a porta que se abre a esta vocação e a esta missão. É a marca que se imprime no coração do cristão. Este é o motivo do compromisso, que se aconselha seja lido sempre que possível, podendo fazê-lo individual ou em grupo. Esta relação é permanente na hora de animar todas as guarnições legionárias quando chamados ao trabalho da semana, à oração, às reuniões e à participação na Missa.


Busco dentro da palavra compromisso, o entendimento do comprometer-se (Do lat. comprimettere), que é exatamente a proposta da Legião de Maria e a livre manifestação e declaração do seu ingresso às fileiras da Legião em um Praesidium. É levar em conta o mesmo sim de Maria diante do convite do Senhor. É a efusão do Espírito Santo em sua alma, renovando toda a sua fé e todo seu compromisso batismal, eucarístico e da Crisma, porque no compromisso temos esta total entrega ao serviço em benefício da Santa Igreja e do próximo, bem como, sua entrada em uma das frentes de batalha, e isto se dá normalmente como membro efetivo ou como auxiliar.

O valor do compromisso legionário está nas suas palavras de força e no seu conteúdo que acende nossa fé e nosso desejo em sermos cristãos católicos, ingressados na Ordem mais significativa da Terra, na "Infantaria de Deus", Os soldados de Jesus e de Maria na Terra, que junto com as milícias dos anjos dos céus, lutam pela vitória do Reino de Deus no mundo, e o legionário é antes de mais nada um forte, sua senha de Ser Firme. É também uma entrega constante onde se diz: Sou Todo Vosso, Todo Teu, Maria! O nosso serviço é um apostolado universal para toda a humanidade. O nosso compromisso é o que está retratado na Tessera: os combatentes que seguem com o Terço na mão vencendo as adversidades e defendendo a Igreja de Deus, levando no Estandarte as cores de Jesus e de Maria e a luz do Espírito Santo renovando as promessas que foram dadas desde o Antigo Testamento e confirmadas nas palavras do Filho de Maria, Jesus Cristo. Os arautos de Maria levando a mensagem de Nossa Senhora a um Mundo que, sem dúvida, chegará, pedindo a nós: Oração, Jejum e Conversão! Eis nosso Ramalhete Espiritual! Nosso Movimento de Fé!
 

Além do Praesidium jovem olhar para a Leitura do Manual nos seus primeiros anos de vida, pelo menos, durante seus cinco anos, o que é importante fazer este trabalho de conhecimento, é certo que uma das principais formas de fortalecimento da campanha legionária está também contida na recitação do Compromisso Legionário e isto é o que mantém uma relação entre os legionários, a oração dos efetivos pelos auxiliares e destes para com os efetivos. O que entra neste conjunto é o núcleo principal de toda esta harmonia que é o Compromisso Legionário, comum a todos e que torna o legionário de Maria sempre legionário de Maria. É tão real que os que voltam para a efetividade passam pelo Compromisso Legionário mesmo já tendo feito anteriormente. E se em um Praesidium Jovem tem algum Legionário Adulto ou Antigo que ainda não o fez, deve-se incentivá-lo a fazer como exemplo de fidelidade e de trabalhos prestados ao Espírito Santo, a Nossa Senhora e a sua comunidade, juntamente com seus irmãos de praesidium (de guarnição). Veja que a Armadura do Cristão é a Oração. A Legião de Maria entra nas famílias dos jovens e dos católicos para animar a recitação do Terço e para, principalmente, mostrar esta atitude legionária e compromissada com o Mundo de Deus refletindo um trabalho de fé e de dedicação. A Legião leva, não somente a devoção à Maria, mas também a entronização do Sagrado Coração de Jesus, fazendo um constante recrutamento àqueles que sentem chamados a esta vocação e que queiram passar os três meses de convivência com o trabalho dos Filhos de Jesus e de Maria para depois segurar o vexilium e fazer a recitação do tão conhecido compromisso legionário. Esta vida de compromisso faz com que a Legião se expanda, levando o amor, a acolhida e o trabalho entre os irmãos. Eis o Compromisso: Eis aqui, a(o)  vossa(o) serva(o), Senhor! Maria novamente convida a esta entrega incondicional e integral à Messe do Senhor, ao Banquete da Sabedoria, ao Amor de Deus! Quantos são chamados mas quantos se comprometem? Estes últimos são os escolhidos! Pense nisto, legionário(a)!

JOSÉ ADILSON BEZERRA TORQUATO - 37 anos

Legionário de Maria há uns 19 anos.
Iniciou-se aos 17  anos na Rainha dos Apóstolos
Paróquia Santa Terezinha- Cruzeiro.

 


O valor da Catena Legionis

Dia: 05 de Abril de 2001

 

Autor:   Cleber Schumann  - Ex-presidente da Curia Juvenil Mãe da Divina Graça e presidente do Praesidium Mãe Amável

 Baseada na LEITURA ESPIRITUAL tirada do Capítulo 33, item 6, pág. 192 do Manual da Legião

Todo legionário de Maria tem como uma das suas principais obrigações a reza diária da Catena Legionis. Mas afinal, o que é a Catena e porque ela é tão importante para a Legião?

 

Catena Legionis é um termo latino que significa “Corrente da Legião”. Ela é composta principalmente do Magnificat, a oração própria de Maria, o hino vespertino da Igreja e, no dizer de São Luis Maria de Montfort, “o mais humilde e agradecido, o mais sublime e excelso de todos os cânticos“.

 

Quando rezamos a Catena estamos novamente cantando com os lábios de Nossa Senhora, estamos mais uma vez louvando a Deus, que fez em Maria e em nós, inúmeras maravilhas.

 

Pela reza da Catena mantemos um vínculo que une a Legião à vida diária de todos os seus membros, sejam eles ativos ou auxiliares. Ela é o laço que liga a todos entre si e à sua bendita Mãe. Eis uma verdade maravilhosa de constatar.

 

A Catena Legionis é uma oração e, como toda oração, ela deve ser bem feita. Não podemos rezar mal, temos que saber orar, saber conversar com Deus, para que desta oração possamos receber graças que aumentem a nossa santidade e espiritualidade. Devemos, pela oração, aumentar e melhorar o nosso relacionamento com o Senhor, transformando-o, cada vez mais, em nosso amigo. Deus espera ardentemente que voltemo-nos a Ele. Ele nos convida a todo momento a conversão, a santidade, a sermos pessoas melhores, para seguirmos o Evangelho, as pegadas de Cristo.

 

Quando rezarmos é imprescindível possuirmos algumas virtudes que abrem as portas do nosso coração para o Amor de Deus. Devemos ser humildes, para que Deus possa ser tudo em nós, porque nada há que mais dificulte a presença de Jesus em nós, que a soberba ou o sentimento de auto-suficiência. Devemos ser perseverantes, porque o Senhor pede que rezemos sem cessar. Devemos ser pacientes, porque a confiança no Senhor, a Fé no Poder Onipotente do Altíssimo opera maravilhas. Além destas virtudes, devemos nos apresentar a Deus, com o coração puro, com sinceridade, com respeito, sem outras intenções que não sejam a de travar um diálogo de Amor e de graças com o Senhor.

 

Então, rezando a Catena diariamente com amor, com devoção, com humildade e com respeito haveremos de receber de Deus, pelas mãos de Maria, inúmeras graças para nós, para a nossa família, para o nosso Praesidium, para toda a Legião. Afinal, quando todos os legionários rezam a Catena, cria-se verdadeiramente uma corrente de oração, onde cada um é um elo importante desta corrente.

 

Portanto, irmãos legionários, façam parte diariamente desta corrente de Amor, desta corrente que nos leva, diariamente, a santidade. Que pela comunhão dos santos, e no caso, da Igreja militante, possamos contribuir pelo fortalecimento de cada legionário. Jesus disse-nos que onde dois ou três  estiverem reunidos em Seu nome, Ele estaria no meio deles (Mt 18,20) portanto, vamos nos unir na oração desta corrente protegida pelo Nosso Senhor Jesus Cristo que, aos cuidados da Nossa Mãezinha Santíssima, há de guiar a Legião de Maria, a Igreja e o mundo todo nos desígnios do Senhor.

 

Salve Maria !!!

 


O Trabalho Legionário deve ser designado pelo Praesidium

Dia: 05 de Dezembro de 2001

 

Autor:   Cleber Schumann  - Ex-presidente da Curia Juvenil Mãe da Divina Graça e presidente do Praesidium Mãe Amável

 

Hoje iremos falar sobre um tema que é de suma importância para todo legionário de Maria: o trabalho semanal. E mais ainda, iremos tratá-lo num enfoque que constitui uma de suas características mais importantes: a sua designação pelo Praesidium. 

 

A primeira vista pode parecer-nos simples esta consideração, porém quando a visualizamos mais profundamente, observamos como este pequeno detalhe faz muita diferença quando o que se está em jogo é o nosso próprio crescimento espiritual.

 

Porém, antes, iremos fazer um discurso diferente. Iremos coletar do nosso Manual  textos para validar as nossas conclusões. Vamos então fazer uma pequena viagem dentro do nosso Manual.

 

Abrindo o seu Manual da Legião de Maria na página 72 você observa o seguinte (pelas próprias palavras do nosso livro): "... nada contribui mais para o progresso do espírito apostólico do que o exercício do apostolado. Daí, o motivo porque a Legião impõe a cada membro uma obrigação essencial da máxima importância: a de realizar semanalmente um trabalho ativo, determinado pelo Praesidium. A execução desta tarefa constitui um ato de obediência ao Praesidium...". grifo nosso.

 

Agora abra o seu Manual na página 189 e acompanhe: " ... O trabalho legionário deve consistir num serviço ativo, concreto, designado pelo Praesidium, e não numa tarefa ditada pelo capricho individual...". grifo nosso

 

Mais a frente na página 209 observamos o seguinte na parte referente às funções do Presidente:  "Compete a ele (presidente) presidir e dirigir os assuntos nas reuniões do Praesidium. Distribuirá o trabalho semanal ..." grifo nosso

 

Continuando, siga agora à página 220 referente aos Praesidium Juvenil: "... Por isso, a direção fará esforços, lançando mão de toda a criatividade, para oferecer aos seus membros cada semana uma tarefa determinada, que exija deles ema verdadeira e substancial atividade, plenamente de acordo com suas condições..." grifo nosso

 

Mais veemente ainda está o Manual na página 284: "...Não há razão para fundar a Legião, onde os membros não queiram enfrentar os trabalhos difíceis. Um exército que não queira ir à luta não tem razão de existir. Da mesma maneira, os membros de um Praesidium que não participem ativamente de qualquer trabalho não podem chamar-se "Legionários de Maria"..." grifo do próprio manual 

 

Veja ainda na mesma página, um pouco mais em baixo, um item que diz: "O Praesidium controla o trabalho". Vamos ler um trecho dele.: " É ao Praesidium que compete designar o trabalho dos membros. Estes não tem, por si sós, a liberdade de empreender, em nome da Legião, qualquer trabalho que lhes agrade ..."

 

Interpretando todas os trechos acima reproduzidos, verificamos como verdadeiramente o Manual coloca nas mãos do Praesidium, e especialmente do Presidente, a obrigação de designar o trabalho ativo dos seus membros. Fazendo uma interpretação inversa, concluímos que o membro não pode escolher o seu trabalho semanal. Cabe aos oficiais verificar quais são as verdadeiras necessidades da sua comunidade para, com orientação do seu Conselho Superior e do Pároco, designar um par de soldados de Maria para fomentar naquele local o espírito Mariano. É claro que o presidente deve observar as condições do membro ao passar o trabalho, mas é importante ter em mente que é através desse procedimento, que a Legião assemelha-se àquilo que ela procura parecer: um verdadeiro exército.

 

Se em algum lugar os oficiais da Legião negligenciarem este pormenor do Manual, em pouco tempo, fatalmente verificaremos uma legião de soldados mal treinados e indisciplinados, incapazes de cumprir, com obediência e lealdade, as ordens legítimas do Praesidium. 

 

Como diz o próprio Manual, o legionário é um soldado. Não cumprirá, pois, os seus deveres menos corajosamente que os soldados da terra. Para o militar, o dever não é sempre o mesmo: ora tem de enfrentar a morte, no campo de batalha, ora de fazer a ronda monótona de sentinela, ora de limpar os pavimentos do quartel. O dever como tal, eis o que importa. O bom soldado considera o dever em si e não o seu objeto: em todas as circunstâncias, na derrota como na vitória, revela a mesma inviolável fidelidade. Pois bem: a maneira como o legionário encara o dever não há de ser menos séria, nem menos rigorosa a sua aplicação aos pormenores do trabalho, aos mais insignificantes como aos mais difíceis.         

 

Salve Maria !!!

 


83 anos de Legião de Maria - Parabéns legionários !

Dia: 01 de setembro de 2004

 

Autor:   Cleber Schumann  - Ex-presidente da Curia Juvenil Mãe da Divina Graça e presidente do Praesidium Mãe Amável

No dia 07 de setembro próximo comemoraremos uma data muito especial na Legião de Maria, os seus 83 anos de fundação.

 

É com grande alegria que chegamos a esta data, especialmente por sabermos que este grupo tão maravilhoso do qual participamos não é um obra simplesmente de homens, mas sim da Divina Providência, sob os cuidados de Maria Santíssima.

 

Nestes 83 anos de existência muitas coisas já aconteceram nas fileiras legionárias. Muitas alegrias, tristezas; encontros e desencontros; acolhidas e perseguições. Porém, fazendo chuva ou fazendo sol, a Legião sempre caminhou adiante, com a certeza de que a obra que realiza é sempre guiada pela mão do Todo-Poderoso.

 

Por isto, que este dia 07 seja um dia de profundo agradecimento por parte dos legionários a Deus, que é o nosso sustentáculo e a Maria Santíssima, nossa mãe, que cuida de nós e do nosso trabalho legionário.

 

Quando a Legião de Maria foi fundada, às 20h do dia 07 de setembro de 1921, em Dublin-Irlanda, o seu fundador certamente não imaginava o futuro que Deus reservava à nova organização. Eles só queriam fazer o bem. E Deus pegou este bem e multiplicou muitas vezes. Da mesma forma deve ser esta a nossa forma de agir. Não devemos colocar nossos corações em projetos e perspectivas mundanas. Devemos querer fazer o bem, isto basta. Já que Deus recebe esta nossa vontade e faz a obra acontecer à Sua maneira.

 

Se cada um de nós dizer com sinceridade "Eis os servo do Senhor. Faça-se em mim segundo a Tua Palavra", tenho certeza que a Legião ainda terá muitos anos a comemorar, pois Deus faz maravilhas nos corações e na vida daqueles que abrem espaço para a ação de Sua graça.

 

A Legião de Maria tem sido nestes 83 anos de existência uma verdadeira fábrica de santos. O que dizer de Frank Duff, de Edel Quinn, de Afonso Lambe, dos mártires da China e das milhares de pessoas que, apesar de anônimas, realizaram um trabalho heróico nas pequenas coisas do dia-a-dia e que hoje encontram-se gozando das alegrias do Céu? São hoje santos, que lá do lado de Deus e de Maria intercedem por cada legionário que vive hoje a experiência da santidade em nosso meio.

 

Parabéns, legionários de todo mundo! Parabéns legionários que hoje desfrutam da Glória eterna e que tornaram possível para nós comemorarmos os 83 anos deste exército de Maria!

 

Salve Maria !!!